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Movimentos de luta por moradia realizam ato unificado na prefeitura de Osasco

Manifestação por moradia prefeitura de Osasco
Paulo Marcelino
abril25/ 2019

O Dia Nacional de Lutas por Moradia foi marcado por manifestações em praticamente todo o País, contra o recorde no déficit habitacional no Brasil, que chegou a 7,78 milhões de moradias, segundo a Fundação Getúlio Vargas- (FGV). E não há perspectiva de melhoras. Pois logo na primeira semana de governo, o presidente Jair Bolsonaro já indicou que iria cortar verbas das áreas sociais. Portanto, os impactos para o trabalhador de baixa renda será enorme, afirma o Dr Benedito Barbosa, advogado do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.

Em Osasco, movimentos populares ligados à luta por moradia digna, realizaram nesta quarta feira, 24, uma manifestação em frente à prefeitura. Os manifestantes exigiram uma conversa com o prefeito Rogério Lins, para discutir sobre a questão da moradia na Cidade. Segundo a assessoria do Prefeito, ele estava fora da cidade naquele momento e não poderia recebê-los. Mas, uma comissão formada por lideranças dos movimentos sociais ligados ao tema, foi recebida pelo Secretário de Assuntos Jurídicos, o Dr Ivo Gobato Junior. O movimento protocolou junto ao secretário uma série de reivindicações e teve como resposta que “à partir de agora, a prefeitura estará constantemente próxima aos movimentos populares de moradia do município”. Garantiu também, a realização  de uma nova reunião prevista para 15 de maio próximo. Com o objetivo de dar um retorno à pauta apresentada pelos  representantes dos movimentos populares presentes na reunião. A participação do prefeito para esse novo encontro agendado, ainda não está confirmada.

Comissão moradia

Secretário Ivo Gobato e comissão de lideranças do movimento moradia-Osasco

 

 

Conjunto Habitacional Miguel Costa

Segundo o secretário Ivo Gobato, “houve uma ingerência negativa por parte do Exército, da Caixa Econômica Federal-CEF e da Companhia de Trens Metropolitano de São Paulo-CPTM”, porque nenhuma dessas instituições queriam liberar passagem, de forma amigável, para trânsito local dos futuros moradores do Conjunto habitacional. Ainda segundo o secretário, nesta semana, a Prefeitura de Osasco, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, entrarão com uma ação judicial coletiva, para permitir o acesso dos novos moradores ao conjunto habitacional.

 

 

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