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Minha Casa, Minha Vida terá 2 milhões de novas moradias até 2018

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de lançamento da terceira etapa do Programa Minha Casa Minha Vida para contratar mais 2 milhões de moradias até 2018 (Antonio Cruz/Agência Brasil)
portalregiaooeste
março31/ 2016

A presidenta Dilma Rousseff lançou na última quarta-feira (30) a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, com o objetivo de contratar mais 2 milhões de moradias a serem construídas até 2018. A nova etapa do programa tem como novidade a criação de uma nova faixa de renda, que vai facilitar a compra da casa por famílias que ganham até R$ 2.350. Além disso, um novo portal vai unificar o cadastro do programa e permitir que os interessados façam simulação de financiamento online.

No total, o Minha Casa, Minha Vida 3 prevê investimentos de R$ 210,6 bilhões ao longo de três anos. Desse montante, R$ 41,2 bilhões virão do Orçamento Geral da União e R$ 39,7 bilhões de subsídios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A nova faixa foi criada para atender a uma parcela da população que enfrentava dificuldades para acessar o programa pelos critérios anteriores: renda pouco superior ao máximo permitido na faixa 1, com dificuldades para encontrar imóveis da faixa 2 compatíveis com a capacidade de financiamento. Agora, os interessados que se enquadrem na nova categoria vão poder financiar imóveis de até R$ 135 mil, com subsídios que podem chegar a R$ 45 mil, de acordo com a localidade e a renda, pagando juros anuais de apenas 5%.

As demais faixas também tiveram seus limites de renda ampliados. O teto da faixa 1 passou de R$ 1,6 mil para 1,8 mil; a faixa 2 vai de R$ 3.275 para R$ 3,6 mil; e a faixa 3 admitirá famílias com renda de até R$ 6,5 mil, valor que antes era de R$ 5 mil. Os valores máximos dos imóveis também aumentaram. Na faixa 1, passam de até R$ 76 mil para até R$ 96 mil, e nas faixas 2 e 3 o teto passa de R$ 190 mil para R$ 225 mil. Na faixa 1,5, o imóvel custará até R$ 135 mil.

Na faixa 1, até 90% do valor do imóvel será subsidiado e os beneficiários pagarão prestações mensais de até R$ 270, de acordo com a renda, sem juros e durante 10 anos. Na faixa 1,5 o subsídio é de até R$ 45 mil e o financiamento do saldo restante será feito com juros de 5% ao ano. O subsídio da faixa 2 será de até R$ 27,5 mil, de acordo com a renda e localidade, com juros de 6% a 7% ao ano. Na faixa 3 o financiamento terá juros anuais de 8,16%.

O cadastro dos interessados da faixa 1,5 será feito exclusivamente pelo novo Portal MCMV, que definirá os beneficiários através do novo Sistema Nacional de Cadastro Habitacional (SNCH), coordenado pelo Ministério das Cidades. Os interessados fazem o preenchimento do cadastro e apresentam os comprovantes de forma digital. O sistema fará a avaliação e validação dos dados. Desde 2009, o programa entregou mais de 2,6 milhões de moradias em 5.330 cidades do País.

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