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Milhares vão às ruas em atos pró-presidente Dilma

São Paulo- SP- Brasil-  31/03/2016- Ato pela Democracia na Praça da Sé, região cenral da cidade. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT
portalregiaooeste
abril01/ 2016

O grito de “não vai ter golpe” uniu, nesta quinta-feira (31), cerca de 800 mil vozes em todo o País. Esse é o balanço dos organizadores do Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia, que aconteceu em 25 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A data não foi escolhida por acaso: ela marca ainda os 52 anos do Golpe de 64 no País.

Foram registradas manifestações no Acre, em Alagoas, Amazonas, Brasília, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, assim como em algumas cidades no exterior, como Berlim (Alemanha), Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra) e Paris (França).

Em São Paulo, segundo o Datafolha, 40 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé, no centro da cidade. No cálculo da PM, 18 mil estiveram no local para protestar contra o impeachment da presidente. Para os organizadores, o número chegou a 60 mil. A convocação para a manifestação foi feita pela Frente Brasil Popular, formada por movimentos sociais e centrais sindicais, e pela Frente Povo Sem Medo, liderada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e que engloba cerca de 30 movimentos sociais.

Em Brasília, a Jornada Nacional em Defesa da Democracia, organizada pelas Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, reuniu cerca de 50 mil pessoas que marcharam para o Congresso, por volta das 18h30.No Rio de Janeiro, o Largo da Carioca foi tomado por cerca de 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores.

Artistas também participaram da manifestação, entre eles Chico Buarque, que discursou defendendo a integridade da presidente Dilma e, ao dizer “não vai ter golpe”, foi ovacionado. “Eu vejo gente aqui no palanque, na praça, gente da minha geração que viveu 31 de março de 1964. Mas vejo, sobretudo, uma imensa juventude que não era então nem nascida, mas conhece a história do Brasil. Então, estou aqui para agradecer a vocês que me animam a acreditar que não, de novo, não. Não vai ter golpe”, afirmou.

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