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Maio é o mês da prevenção do câncer de pele, saiba como se proteger

Brasília- DF- Brasil- 07/11/2015- Mutirão de Dermatologia no HRAN de Brasília. A ação faz parte da Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Pele e serão realizados atendimentos clínicos e cirúrgicos. A expectativa é atender o dobro de pessoas no comparativo com o mutirão do ano passado
Um dos objetivos da ação é a prevenção do câncer de pele, doença que atinge cerca de 135 mil pessoas por ano. Na foto, a Médica dermatologista, Letícia Oba Galvão.

Foto: Gabriel Jabur/ Agência Brasília
portalregiaooeste
maio19/ 2016

Maio é dedicado à conscientização, prevenção e diagnóstico do câncer de pele. Correspondendo a aproximadamente 25% dos tumores malignos, o câncer de pele é uma enfermidade com aumento incontrolável de células cutâneas anormais e apresenta altas chances de cura se detectado precocemente.

Levantamentos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), detectam que entre 2003 e 2013, o número de mortes causadas pela doença cresceram 55% no Brasil. (Em 2013, o câncer de pele matou 3.316 brasileiros (último dado disponível), média de uma morte a cada três horas. Dez anos antes, em 2003, foram 2.140 óbitos).

De acordo com a Dra. Aline Marcassi, dermatologista do Amato Instituto de Medicina Avançada, existem diferentes tipos de câncer de pele e a maioria dos casos está ligada à exposição excessiva aos raios solares. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum e que apresenta melhor prognóstico, com baixa taxa de mortalidade; já o melanoma é menos comum, mas apresenta uma taxa maior de mortalidade, pois pode provocar metástases para outros órgãos.

O câncer de pele está mais ligado a pessoas com mais de 40 anos, com histórico da doença na família, com pele e olhos claros e que se expuseram excessivamente ao sol ou agentes químicos ao longo da vida. Pessoas que têm muitas pintas também têm mais risco de desenvolver a doença.

O diagnóstico tardio pode prejudicar o tratamento. Segundo o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico do Amato Instituto de Medicina Avançada, uma simples cirurgia pode se transformar em uma complexa para reconstrução e além de trazer sequelas com difícil reparação. No caso do melanoma, o tratamento pode envolver esvaziamento linfático, e até quimioterapia.

Tipos de câncer de pele
Os tipos mais comuns são o Carcinoma Basocelular (CBC), o Carcinoma Espinocelular (CEC) e o melanoma. O CBC pode ter a aparência de uma lesão brilhante, avermelhada ou acastanhada, com pequenos vasos na superfície, que às vezes apresenta sangramento espontâneo. O CEC normalmente é uma lesão avermelhada áspera, às vezes endurecida, que também pode parecer uma ferida que não cicatriza.

Esses tumores costumam aparecer em áreas cronicamente expostas ao sol, como rosto, colo e antebraços. Já o melanoma é um tumor que pode ser mais agressivo, ocasionando metástases e se parece com uma pinta, porém com algumas peculiaridades: assimetria: dividindo-se a lesão ao meio, as metades são diferentes; bordas: bordas irregulares; cor: várias cores em uma mesma lesão, com diferentes tons de acastanhado, preto, branco ou vermelho; diâmetro geralmente (mas nem sempre) maior que 6 mm de tamanho (o diâmetro de uma borracha de lápis).

Pela enfermidade se apresentar de várias formas é necessário estar atento para o surgimento de manchas, pintas ou marcas pelo corpo. Também é preciso prestar atenção aos formatos, cores, tamanho e evolução de qualquer pinta ou mancha na pele. Um autoexame regular é importante e permite a detecção precoce do câncer de pele.

O Dr. Fernando Amato alerta algumas atitudes ajudam a previnir. “Outras medidas que podem ser úteis no dia a dia é reduzir a exposição solar protegendo a pele com chapéus, camisas de manga longa, saias longas ou calças, evitar a exposição ao sol entre às 10h e 16h e usar protetor solar com FPS de no mínimo de 30 e reaplica-lo a cada 2h. lembrando que o protetor solar também deve ser usado nos meses de inverno. E caso haja qualquer alteração ou dúvida procure um dermatologista ou cirurgião plástico”.

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