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“Lula foi preso sem cometer crime, não há prova material no processo”, diz Boulos

Foto: Reprodução Facebook
portalregiaooeste
junho23/ 2018

Pré-candidato a presidência da República pelo PSOL e um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, em passagem por Osasco, atendeu a imprensa e falou sobre sua relação com o ex-presidente Lula, sua pré-campanha e lembrou o tempo em que morou na cidade no acampamento Carlos Lamarca. Para Boulos, um dos maiores problemas sociais do País é o déficit de moradia. “Tem mais casa sem gente, do que gente sem casa”.

Considerado uma alternativa para o futuro da esquerda no Brasil, Boulos que aparece nas pesquisas com cerca de 1% das intenções de votos não se intimida com o fato de sua pré-candidatura ainda não ter decolado. “Nossa candidatura não é para marcar posição nem fazer firula, mas para disputar um projeto de país e elevar a consciência política da sociedade brasileira”.

Ele também é um dos defensores do direito de Lula concorrer à presidência. “Estamos vivendo uma farsa judicial, Lula foi preso sem cometer crime, não há prova material no processo. Já Temer e Aécio, contam com várias comprovações, mas continuam livres”.

Nascido na classe média, em uma família de médicos, o jovem que sempre estudou em colégios particulares, decidiu concluir o ensino médio na rede pública, é formado em filosofia na USP, se especializou em psicanálise e fez mestrado em psiquiatria, também tem uma forte ligação com Osasco. No início dos anos 2000, Boulos morou na ocupação Carlos Lamarca. Primeiro no Parque dos Príncipes e depois no Jardim Gramado, próximo ao Rodoanel. “Fui vivenciar a experiência das pessoas, num barraco de lona, sem água nem energia elétrica. Fiquei mais de um ano morando nesse local. Aprendi muito com o movimento”.

Militante do MTST há 16 anos, Boulos considera o déficit de moradia no Brasil como um dos mais graves problemas sociais. “Temos 6 milhões de famílias sem casa no país e 7 milhões de imóveis abandonados. Tem mais casa sem gente, do que gente sem casa”, concluiu.

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