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Jucá vê 2018 como possível disputa entre “bravateiros, justiceiros e outsiders”

Juca PMDB
portalregiaooeste
maio01/ 2017

Jornal GGN
A Agência Pública divulgou, na última semana, uma reportagem exclusiva sobre a trajetória política e o atual papel do senador Romero Jucá junto ao governo Temer, passando pelas críticas do arquiteto de impeachment sobre as consequências da parceria mídia-Lava Jato para a classe política.

Na visão do senador, há uma campanha em curso, liderada pelo Ministério Público Federal e com o apoio da Rede Globo, para exterminar a classe política. ‘Os políticos estão encurralados. Primeiro por causa dos erros, mas estamos fazendo uma transição correta, os resultados do país são animadores, mas a imprensa, principalmente a Globo, com o Jornal Nacional, está detonando a política. Eles querem mudar o status quo, mas acho um erro. Você tem que cobrar novos procedimentos e fazer uma transição para melhorar a classe política. Se você extermina a política, no lugar vem a aventura'”, publicou a Agência.

“Para Jucá, o Brasil caminha para virar uma Itália, referindo-se à extinção dos principais partidos do país após a Operação Mãos Limpas, no início da década de 1990, que resultou na assunção de Silvio Berlusconi à Presidência. Se a decisão do Brasil for mesmo exterminar a classe política, conta, a próxima eleição será marcada por três cenários: ‘Você vai ter a vertente dos candidatos bravateiros, com nomes como Ciro Gomes, Bolsonaro ou qualquer outro maluco desses, os justiceiros, que é o Joaquim Barbosa, o Dellagnol, o Moro ou qualquer um desses que diz que prende e arrebenta. Ou você vai ter os outsiders, que dizem que a política não presta. O João Doria vestiu essa fantasia sem ser [essa pessoa]. No caso de São Paulo, deu certo. Mas você vai ter aí o Luciano Huck, a presidente do Supremo [Cármen Lúcia], o Roberto Justus, Ana Maria Braga. Pode dar qualquer coisa'”, projetou.

Segundo o senador, o “problema é o dia seguinte que um desses ganhar”. “Com raras exceções, o cara não sabe o que vai fazer no Brasil e não vai ter base parlamentar para nada. Convivi com os quatro presidentes nos quais fui líder, presidir o Brasil não é um negócio fácil. Somos um país continental, culturalmente complicado na vida política, cheio de pressões e contra pressões, antagonismos, com um pluripartidarismo tresloucado. Eles vão precisar da classe política para governar. E aí? Entendeu? A aventura, em lugar nenhum do mundo, deu certo. Aqui já vimos com Collor e Dilma. Você não inventa um presidente, é muito difícil. É preciso ser um gênio para pegar as coisas no ar… A tendência é dar errado.”

Jucá ainda demonstrou que a cobertura da Lava Jato feita pela Rede Globo foi indigesta e levou a um rompimento nas relações por parte do senador. “A cobertura da Rede Globo dos desdobramentos da Lava Jato, que o tem deixado enfurecido, fez com que ele dissesse abertamente pelos corredores do Senado que a Globo não precisava mais procurá-lo para tratar dos temas do grupo no Congresso. Referia-se a questões tributárias do interesse das emissoras de rádio e TV, acompanhadas pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e que inevitavelmente passa pelo crivo dos senadores.”

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