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Haddad atribui baixa aprovação em SP a falta de divulgação

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portalregiaooeste
julho26/ 2016

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), afirmou, em sabatina promovida pelo UOL, pela “Folha de S.Paulo” e pelo SBT, que sua baixa aprovação apresentada em recente pesquisa do Instituto Datafolha se deve à pouca divulgação de seus feitos como gestor da cidade.

“Hoje não é fácil se comunicar com o eleitor. Houve um déficit de comunicação. Não estou empurrando isso para a população, e o noticiário, por razões óbvias, focou os temas nacionais [a crise política]. Tivemos pouco espaço de divulgação, mas é para isso que serve a campanha eleitoral, quando eu poderei divulgar as ações de governo e o conceito de cidade que eu defendo. O tempo de campanha [na TV] caiu, mas vamos ter tempo de dialogar”, disse.

“Nós temos metade do dinheiro de publicidade do governo anterior, isso é um fato. São R$ 400 milhões de economia para poder fazer os hospitais que eu prometi. O [Gilberto] Kassab [PSD] prometeu três hospitais e não comprou um terreno. Prometi três, já entreguei um, outro está quase pronto e outro está em obras. A população não sabe. Mas é culpa da população? Não. O povo não tem culpa disso, eu que tomei a decisão [de cortar a verba destinada à publicidade]”.

O petista Fernando Haddad tem a segunda pior avaliação já registrada pelo Datafolha entre os prefeitos de São Paulo que tentaram a reeleição. Ele teve apenas 14% entre as pessoas que avaliam sua gestão como ótima ou boa. Só ficou à frente de Celso Pitta (7%), que ocupou o cargo de 1997 e 2000, em uma gestão marcada por escândalos de corrupção e por uma ameaça de impeachment.

Haddad prevê gastar R$ 10 milhões na campanha deste ano pela reeleição, valor bem menor que em 2012, quando esse valor foi de R$ 90 milhões, boa parte deles (cerca de R$ 30 milhões) gastos com os serviços da empresa do marqueteiro João Santana, preso por conta da Operação Lava Jato.

O petista negou que tenha ocorrido caixa dois em sua candidatura a prefeito em 2012. “A legislação nova veio para ficar. Nós seguimos padrões de mercado para evitar suposições, ilações e suspeitas [do caixa 2]. Em 2012, estava no auge do julgamento do mensalão. Tomamos os cuidados devidos para não ter nada discrepante em relação aos nossos adversários. Eu te asseguro, uma campanha tem dois responsáveis: o candidato e seu tesoureiro. Nem eu nem o meu tesoureiro seremos citados em nenhuma delação”.

O prefeito afirmou na sabatina que as contas da sua campanha de 2012 foram aprovadas pela Justiça. Na época, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho acolheu embargos de declaração de Haddad (PT) e aprovou “com ressalvas” as contas de sua campanha.

No recurso apresentado, Haddad não conseguiu justificar uma inconsistência nas contas avaliadas. Embora o petista tenha apresentado documento detalhando serviços executados pela empresa Pólis Propaganda & Marketing, o juiz encontrou algumas irregularidades fiscais e ressalvou que elas não impediram a fiscalização das contas, “cabendo à autoridade competente as medidas para apuração de potencial ilícito de natureza tributária”, segundo o site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

“O PT tinha de ter tido a coragem de fazer a reforma política com dois itens: o financiamento empresarial, que o Supremo [Tribunal Federal] agora vetou, e as coligações proporcionais, que fragmentam o sistema partidário no Brasil. A hora em que cada partido tiver uma bandeira, essa lambança vai acabar. Os partidos são corretores de tempo de TV. Quem faz a vida na política acaba sendo empurrado para a ilegalidade”.

Para explicar a fisiologia política, Haddad disse que em São Paulo é fácil construir uma maioria na Câmara Municipal por conta da pressão popular e pelo número menor de parlamentares, diferentemente de Brasília. “Aqui são 55 vereadores (…) e é possível aprovar propostas com a força popular. Lá, com 513 deputados e 81 senadores, que força você vai reunir? O maior erro do PT foi não ter feito a reforma política e ela (Dilma) foi vítima disso também”.

Durante a sabatina, o atual prefeito também defendeu os projetos que concluiu durante sua gestão, como o aumento da malha de ciclovias e corredores de ônibus, a redução de velocidade nas marginais e a construção de hospitais e creches.

Via UOL

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