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Greve é mantida e caminhoneiros aguardam acordo sobre diesel

Caminhoneiros fazem protesto contra a alta no preço dos combustíveis na Esplanada dos Ministérios.Antonio Cruz/Agência Brasil
portalregiaooeste
maio23/ 2018

A greve dos caminhoneiros autônomos que já dura 3 dias, e atinge 24 Estados, começa a refletir no desabastecimento de produtos. A categoria decidiu realizar as paralisações e bloquear rodovias em protesto ao reajuste do óleo diesel. Na região de Osasco, a ViaOeste conseguiu liminar para impedir os protestos nas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, a multa para quem descumprir a determinação é de R$ 300 mil.

As paralisações continuam mesmo depois do Governo Federal anunciar na noite de terça, 22, que vai eliminar a Cide, um dos tributos sobre o diesel. Em troca desse benefício, o Congresso Nacional deve aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamentos para aumentar as receitas da União.

Nesta quarta, 23, a categoria completa o terceiro dia de protesto, caminhoneiros bloquearam totalmente os dois sentidos da rodovia Régis Bittencourt, na altura de Embu das Artes, no km 279, próximo ao acesso ao Rodoanel. A rodovia foi bloqueada e manifestantes atearam fogo em pneus.

Na região, a concessionária CCR ViaOeste, que administra as rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, conseguiu liminar favorável, na Justiça, contra bloqueios nas duas estradas. A multa será de R$ 300 mil no caso de descumprimento. A liminar foi concedida pela Juíza Renata Bittencourt Couto da Costa, da 4ª Vara Cível de Barueri, e é válida para os trechos da Castello Branco (SP-280), de Osasco a Itu; Raposo Tavares (SP-270), de Cotia a Araçoiaba da Serra; e Senador José Ermírio de Moraes (SP-075), de Sorocaba a Itu e Dr. Celso Charuri (SP-091/270), em Sorocaba. De acordo com a liminar, está proibido “no leito carroçável e no acostamento das rodovias acima individualizadas, o contingenciamento de pessoas e estacionamento de veículos destinados à manifestação pública dos réus, bem como, por Centrais Sindicais, Órgãos de Classe e Movimentos Sociais”.

A ViaOeste emitiu nota destacando “que respeita o direito democrático de manifestação, mas não pode permitir que os direitos de ir e vir e a segurança de seus usuários sejam prejudicados”.

 

Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

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