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Feriado em Osasco é marcado por protestos contra a reforma da Previdência

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portalregiaooeste
fevereiro19/ 2018

 

O aniversário de 56 anos de Osasco, comemorado nesta segunda-feira, 19 de fevereiro, foi um dia de luta para sindicatos e grupos organizados da sociedade, na Região Oeste da Grande São Paulo e no Brasil. Eles participaram do “Dia Nacional de Mobilizações Contra a Reforma da Previdência”.

taf1Os manifestantes panfletaram nas estações da CPTM (Itapevi, Jandira, Barueri, Km 21, Carapicuíba, Osasco e Presidente Altino) e, depois, fizeram atos em frente aos postos do INSS de Carapicuíba e Barueri. Em Osasco, no final da manhã, distribuíram os panfletos em frente ao Osasco Plaza Shopping, na região central. A ação aconteceu em meio à solenidade promovida pela prefeitura para comemorar os 56 anos. E, justamente por isso, muitos que receberam os informativos e apoiaram o ato eram ligados ao Executivo municipal.

“Estamos aqui na estação ferroviária de Osasco fazendo a distribuição do material contra a reforma da Previdência: ‘se botar pra votar o Brasil vai parar’. Estamos juntos com vários sindicatos e movimentos sociais”, disse Valdir Fernandes Tafarel, vice-presidente da CUT São Paulo. Entre os manifestantes estavam Jorge Nazareno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco; José Pereira da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco; e Luiz de jorSouza Arraes, presidente da Fepospetro (Federação dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de São Paulo). A manifestação teve o apoio da bateria do movimento estudantil da cidade que, além da música, entoava o grito de “Fora Temer”, recebendo o apoio de muitos transeuntes e de funcionários de agências bancárias que também aderiram à greve.

Os atos contra a reforma da Previdência também aconteceram em diversos pontos do país. Em Guarulhos, motoristas de ônibus das linhas municipais e intermunicipais paralisaram as atividades. Motoristas de Santo André e Diadema, no ABC Paulista, também realizaram bloqueios em diversos terminais.

neto“A gente só quer mostrar para o governo que eles não podem fazer tudo do jeito deles. O povo está acordando. Por muito menos, o pessoal foi para a Paulista, bateu panela, fez isso e aquilo contra a Dilma. Hoje, o governo Temer está fazendo o que quer. Se for preciso a gente vai ficar 24 horas nas ruas, mas não vão aprovar essa lei”, disse Leandro Mendes, secretário geral do Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC, à rádio Brasil Atual.

taf2“Nós não acreditamos nesse engodo de que o governo ainda não tem os votos necessários. A qualquer momento podem atingir os votos necessários com malas de dinheiro. Queremos que o governo retire em definitivo o projeto da reforma. Não é suspender. É retirar da pauta”, afirmou Raimundo Bonfim Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), também à rádio Brasil Atual.

Em São Bernardo do Campo, metalúrgicos da Mercedes-Benz, Volkswagen, Ford, Toyota, Scania e dezenas de outras empresas também aderiram ao movimento. Nas primeiras horas da manhã, ônibus chegaram vazios, relatou Wagner Santana, presidente do sindicato da categoria.

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