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Falta de funcionários prejudica atendimento e escancara caos na saúde

Lins e Vido
portalregiaooeste
novembro12/ 2018

Uma reunião do Conselho Municipal de Saúde realizada no último dia 3, com ata divulgada na edição de sexta, 9, na Imprensa Oficial do Município (IOMO), página 200, escancarou o caos na saúde pública de Osasco e o total desinteresse da Prefeitura em solucionar o problema da falta de funcionários na rede municipal.  Um servidor do Apoio de Pessoal da Saúde designado a participar do encontro e falar sobre o quadro de funcionários admitiu a falta de trabalhadores, mas explicou que embora a Secretaria não tenha autonomia para as admissões, cobrou a Prefeitura exaustivamente pelas contratações, além disso, ele denunciou que “na atual legislação, qualquer pessoa indicada para cargos comissionados, assume sem nenhuma exigência, basta ser indicado”. Após as explicações, a presidente do Conselho, Luísa Ivana Almeida da Silva, chegou à conclusão de que a ideia da administração é “deixar tudo entrar em calamidade pública emergencial, para contratar terceirizada sem passar pela aprovação do Conselho”.

Segundo o funcionário do Apoio de Pessoal, a Prefeitura sempre alega por meio da Secretaria de Administração que as vagas não são preenchidas por questões orçamentárias. Ele citou ainda o déficit de Agentes Comunitários de Saúde, que é de 280. “Foram convocados até agora 166 e apenas 30 já se apresentaram para o trabalho”. Já em relação à falta de servidores no Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS), o representante da Secretaria informou que “são funcionários na maioria de nível superior, considerados caros”.

Outra questão bastante preocupante é que, segundo relato do representante, a Saúde de Osasco conta com um quadro de 4,5 mil funcionários, mas 115 estão afastados oficialmente, a maioria por motivos de depressão e problemas de ordem psicológica. Para a presidente do Conselho, esse número é pequeno diante do quadro geral de trabalhadores, mas adoecem por conta do ambiente de trabalho. “Se não pode contratar por processo seletivo, se a Secretaria já solicitou e não foram contratados e a justificativa que dão é que não tem dinheiro, chego ao entendimento de que o que está acontecendo é o seguinte: estão deixando tudo entrar em calamidade pública emergencial, para contratar terceirizada sem passar por este Conselho e depois de três meses, quando não ficam pagando por indenizatório, traz a essa mesa para a gente aprovar”.

Para a presidente, os investimentos na promoção da saúde da população não podem ser considerados gastos. “Mas na hora que é para contratar Pessoa Jurídica, na hora que é para contratar Organizações Sociais que os contratos são milionários, aí tem dinheiro”.

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