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“Existem dois chefes do golpe”, ataca Dilma

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff participa de ato pela democracia no Palácio do Planalto, intitulado Encontro da Educação pela Democracia (José Cruz/Agência Brasil)
portalregiaooeste
abril13/ 2016

O vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, foram alvo de duas críticas da presidente Dilma Rousseff em discursos feito nesta terça-feira (12). “Vivemos estranhos tempos de golpe, farsa e traição. Existem, sim, dois chefes que agem em conjunto de forma premeditada. Como muitos brasileiros, tomei conhecimento e confesso que fiquei chocada com a desfaçatez da farsa do vazamento. Vazando pra eles mesmos. Estranho vazamento”, disse, em referência áudio em que Temer faz um discurso já falando pós-impeachment. A presidente ainda acusou a dupla de conspiração. “Agora conspiram abertamente. Ao longo da semana, acusaram-me de usar expedientes escusos para compor meu governo. Caluniam enquanto negociam posições no gabinete do golpe”, completou.

Temer foi ainda mais atacado. “Esse chefe conspirador não tem compromisso com o povo. Diz que está pensando em manter as conquistas sociais. Como se conquistas sociais se pensa ou não em manter. Cai a máscara dos conspiradores. A quem interessa usurpar do povo brasileiro o sagrado direito de escolher quem o governa? Como acreditar num pacto de salvação e unidade nacional sem sequer uma gota de legitimidade democrática? Como acreditar que haverá sustentação pra tal aventura? Sem legitimidade ninguém pacifica, ninguém constrói unidade — afirmou Dilma.

E Dilma foi além: “Na verdade, explicitou-se o desapreço que se tem pela democracia. É uma atitude de arrogância e desprezo. Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a traição à Pátria em curso, não há mais. Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz com desvios de poder. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa de um pretenso discurso de posse. Cai a máscara dos conspiradores, o Brasil e a democracia não merecem tamanha farsa”.

Além disso, a presidente falou sobre o processo de impeachment, cuja votação começa nesta sexta-feira (15), na Câmara Federal. “Tentarão nos intimidar. Tentarão nos tirar das ruas. É possível novos vazamentos ilegais, é possível novas acusações sem prova. Não se deixem enganar por nenhuma manobra mentirosa, de última hora. Sempre atuem com calma e com paz. Não, não somos violentos, não perseguimos pessoas, nossos adversários com gestos de ódio. Acreditamos na consciência das pessoas. A verdade vai prevalecer. O impeachment não vai passar. O golpe será derrotado”, finalizou.

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