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Esgoto não canalizado em Osasco encheria 7 piscinas olímpicas por dia

Esgoto CBH Sapucai
portalregiaooeste
fevereiro29/ 2016

O esgoto produzido nas favelas de Osasco – áreas que não contam com coleta em nem tratamento em saneamento básico – é suficiente para encher 7 piscinas olímpicas por dia. É o que aponta o estudo “Saneamento em Áreas Irregulares no Estado de São Paulo”, realizado pelo Instituto Trata Brasil e que aponta ainda a cidade como uma das mais críticas, em relação ao saneamento básico, na Grande São Paulo.

De acordo com o estudo, menos da metade da população brasileira está ligada às redes de coleta de esgoto e apenas 40% dos esgotos gerados são tratados. A carência do saneamento atinge a todos, mas o maior impacto está em áreas onde não há a regulação fundiária e as moradias estão em áreas irregulares.

Conforme o “Censo Demográfico do IBGE 2010: Aglomerados Subnormais”, 11% da população da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) vive nessas áreas, totalizando mais de 2,5 milhões de pessoas. Nesses assentamentos, assim como no restante do País, os serviços públicos de saneamento básico são praticamente inexistentes ou precários.

Já Osasco possui 128 mil pessoas residindo em áreas irregulares (18,4% da população total estimada em 2015 para o município) e apenas cerca de 30 mil pessoas destas áreas possuem serviço de água canalizada (23,4% da população das áreas irregulares), enquanto somente 7,5 mil têm acesso aos dois serviços: água e coleta do esgoto (5,8% dos moradores destas áreas).

Para se ter uma ideia, são consumidos cerca de 8,4 milhões de m³/ano de água nas áreas irregulares de Osasco, o que representa 9,5 piscinas olímpicas por dia, 283 piscinas por mês ou 3.395 piscinas olímpicas por ano. Do total consumido de água nas áreas irregulares na cidade, são gerados cerca de 6,7 milhões de m³/ano de esgoto, considerando que 80% do consumo de água retorna como tal. Do total de esgoto gerado estimado, apenas 8,7% são coletados e ainda menos são tratados (3,7%). O restante, 96%, é despejado de maneira irregular na natureza ou até mesmo nas vias de acesso das comunidades. Esse volume é o suficiente para encher 7,2 piscinas olímpicas por dia de esgoto, 217 piscinas por mês ou 2.614 piscinas olímpicas por ano de esgoto.

Além disso, na grande maioria dos casos são realizadas ligações clandestinas às redes de água e os vazamentos contribuem para o aumento das perdas físicas de água. Existem aproximadamente 8 mil ligações clandestinas na cidade, o que causa perda de pressão nas redes oficiais, comprometendo a prestação dos serviços nas vizinhanças e causando grandes prejuízos financeiros aos prestadores de serviço.

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