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Contrato entre prefeitura e EcoOsasco pode virar alvo da Lava Jato

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portalregiaooeste
março07/ 2018

A tribuna da Câmara de Osasco voltou a ser usada pelo vereador Tinha Di Ferreira (PTB), na terça-feira, 6, para cobrar a implantação da CPI do Lixo na cidade. Ele acredita que, em breve, o contrato seja citado nas investigações da Operação Lava Jato. O motivo seria um cheque de R$ 2,5 milhões para um advogado que vem sendo investigado e que teria intermediado a compra do terreno do aterro sanitário. “Até agora não sabemos se esse terreno é público ou particular”, destacou.

Tinha já oficializou pedido de instalação da CPI do Lixo para apurar possíveis irregularidades na execução do contrato de Parceria Público Privada entre a Prefeitura e a EcoOsasco, até 2038, no valor de R$ 834.667.168,60. Assinada em 2008, a parceria completou 10 anos.

O parlamentar sugere a contratação de uma empresa para fazer a auditoria de todo o processo, desde a licitação até agora, verificando os valores pagos e a execução do contrato. Segundo Tinha, inicialmente os custos seriam de R$ 3,00 por habitante, mas hoje já chegam a R$ 29,43. “Esse contrato vem sofrendo constantes reajustes. O último deles foi publicado em maio de 2016, no valor de R$ 6. 271.665,64”, afirmou. Até agora, conforme Tinha, já teria sido pago cerca de R$ 1 bilhão para a empresa. “O prefeito Rogério Lins disse que o contrato é da última gestão. Por que ele não autoriza a investigação?”, questiona.

No documento protocolado na quinta-feira, 1 de março, o petebista solicita ainda a investigação do descarte dos resíduos sólidos gerados na cidade e os riscos causados à população que reside nos arredores do aterro sanitário localizado no Jardim Bonança, mesmo estando interditado. De acordo com Tinha, os moradores do Jardim Açucará, outro bairro vizinho ao aterro, “vivem assustados e temendo que uma montanha de lixo caia sobre as residências.” Também é uma preocupação do petebista a questão financeira, já que, segundo ele, como o aterro está interditado, o lixo coletado no município vem sendo levado para a cidade Caieiras ao custo de R$ 100 mil por dia, incluindo transporte e descarte.

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