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Comércio tem o menor faturamento desde 2010

Comercio
portalregiaooeste
abril12/ 2016

Comércio tem o menor faturamento desde 2010 e Osasco lidera a queda

O comércio varejista do Estado de São Paulo manteve no início de 2016 o fraco desempenho registrado em 2015 e, em janeiro, registrou faturamento real de R$ 44,1 bilhões, queda de 4,7% com relação ao mesmo mês de 2015, quando faturou R$ 46,3 bilhões. Esse é o menor movimento de vendas do varejo paulista para o mês de janeiro desde 2010.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, apenas as do Litoral paulista (8,3%) e de Marília (1,3%) registraram crescimento em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, Osasco liderou a queda no faturamento, com baixa de 12,6% no período.

Das nove atividades analisadas no estado, sete apresentaram queda das vendas em janeiro, com destaques para: materiais de construção (-20,6%), concessionárias de veículos (-16,4%), outras atividades (-11%) e lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-9,7%). Juntos, os quatro segmentos contribuíram, negativamente, com sete pontos percentuais para a queda do varejo total no Estado. Entretanto, os setores de farmácias e perfumarias (8,1%) e supermercados (6,1%) foram os únicos que apresentaram resultados positivos no período e colaboraram 2,4 pontos percentuais para amenizar a queda do varejo.

Segundo a assessoria econômica da Fecomercio SP, houve neste início de ano piora no quadro econômico, com inflação alta, desaceleração acentuada nas vendas, alta de juros e piora nos indicadores de emprego e renda acompanhada pela elevação do endividamento e da inadimplência. Além disso, houve agravamento da crise política, que inviabiliza a discussão e a adoção de medidas que possam tirar o país de uma das crises mais graves de sua história.

Ainda de acordo com a Fecomercio SP, não há sinais de recuperação a curto prazo. “Diante das incertezas econômicas e políticas, tudo indica que o varejo, ao menos no primeiro semestre do ano, prosseguirá sentindo os impactos negativos do baixo grau de confiança dos consumidores e empresários em geral. Com isso, as estimativas apontam para uma queda acumulada ao redor de 6% nesses primeiros seis meses de 2016”, divulgou a entidade, em nota.

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