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Comércio da região demite 5,9 mil trabalhadores

Comercio
portalregiaooeste
maio09/ 2016

O comércio varejista de Osasco e região eliminou 5982 vagas com carteira assinada em 12 meses. Desse total, 1843 cortes foram feitos em fevereiro. É o que aponta pesquisa mais recente da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). O levantamento aponta ainda que esse desempenho regional foi o pior do Estado de São Paulo.

Ainda de acordo com a pesquisa, das 9 atividades analisadas, 7 apresentaram queda na ocupação formal em fevereiro no comparativo com o mesmo mês de 2015. Os maiores recuos foram registrados nos segmentos de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento (com corte de 18,2% no total de trabalhadores) e de lojas de móveis e decoração (-8,4%). Em contrapartida, o setor de farmácias e perfumarias foi o que apresentou maior crescimento (6,5%), seguido pelo segmento de supermercados (1,3%).

Em todo o Estado, o comércio varejista eliminou 13.365 empregos com carteira assinada, resultado de 68.581 admissões e 81.946 desligamentos. Com isso, o estoque de trabalhadores no setor atingiu 2.096.588 no mês, o patamar mais baixo desde julho de 2012, quando estava em 2.082.953. Esse é também , segundo a Fecomercio, o pior desempenho para o mês de fevereiro desde 2007.

No saldo acumulado de março de 2015 a fevereiro deste ano, foram eliminados 60.527 postos. Nessa base de comparação, desde 2007, é a primeira vez que se registra um saldo negativo. Entre março de 2014 e fevereiro de 2015, por exemplo, apesar do fraco desempenho das vendas, foram geradas 3.223 vagas. Nos dois primeiros meses deste ano, a diminuição do saldo já chega a 33.441 vagas.

Das nove atividades pesquisadas no Estado, 7 apresentaram queda no estoque de empregos na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2015. Os destaques negativos foram registrados nas concessionárias de veículos (-8,8%) e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento (-7,1%). Apenas os segmentos de farmácia e perfumarias (2,6%) e supermercados (0,8%) apresentaram elevação nos estoques de funcionários.

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