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Com “sim” de Bruna e “não” de Prascidelli, Câmara livra Temer de julgamento

Bruna x Prascidelli
portalregiaooeste
outubro26/ 2017

Pela segunda vez, o presidente Michel Temer se livrou de ser julgado por corrupção. Nesta quarta-feira, após mais de 12 horas de sessão, a Câmara dos Deputados rejeitou, por 251 votos a 233 (com duas abstenções e 25 ausentes), enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Temer é acusado de organização criminosa e obstrução de Justiça. A denúncia rejeitada pela Câmara também inclui os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral), acusados de organização criminosa.

Esta é a segunda vez que os deputados livram o presidente de ser processado. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi votada em agosto e rejeitada, por 263 votos a 227.

Os deputados federais com base eleitoral na região tiveram posturas diferentes na votação. Bruna Furlan (PSDB), filha do prefeito de Barueri, Rubens Furlan, votou a favor de livrar Temer. Mas foi econômica no discurso, dizendo apenas votar “sim” ao parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomendou o arquivamento da denúncia. Já Valmir Prascidelli (PT), que já vinha fazendo, durante toda a semana, campanha pelo julgamento de Temer, fez um discurso na mesma linha, com críticas ao governo. “Não ao trabalho escravo, não à volta da miséria, não à destruição do Brasil. Pelo prosseguimento da denúncia, não ao relatório do PSDB que protege o Temer e o Aécio”, afirmou.

Com a decisão, os deputados livraram Temer de responder ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato. Caso fosse instalado, o processo provocaria o afastamento do presidente por até 180 dias. Agora, Temer responderá na Justiça somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018.

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