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Caminhada do Silêncio lembra mortos e desaparecidos na ditadura militar de 64

Manifestantes no Ibirapuera
Paulo Marcelino
abril01/ 2019

Neste domingo 31, no Parque do Ibirapuera-SP, a Comissão Especial Sobre Mortes e Desaparecidos, criada pela lei 9.140/95, realizou a primeira “Caminhada do Silêncio”. O objetivo do ato foi dar visibilidade e promover reflexões às questões ligadas aos mortos e aos desaparecidos políticos durante o regime militar.

A Caminhada começou na Praça da Paz e seguiu num “grito silencioso” até o Monumento Homenagem aos Mortos e Desparecidos Político, obra criada em 2014 pelo arquiteto e artista plástico Ricardo Ohtak.

O ato contou com manifestantes de diferentes gerações vestidos de preto. Muitos carregavam fotos de vítimas da ditadura militar e um grupo de militantes do Movimento Lula-Livre exibiu faixas exigindo a liberdade do ex-presidente, denunciando que sua prisão também é um ato de exceção a ser corrigido. Segundo o site da Comissão Especial a “reparação a sobreviventes e familiares das vítimas, passa pelo reconhecimento das graves violências com base em medidas de preservação da memória e da verdade”.

A Caminhada contou com as presenças de Eduardo Suplicy, Zé Trajano, Ivan Valente, Carlos Giannazi, entre outros. E também com apresentações musicais encerradas com a Fabiana Cozza.

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