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“Arroz e ovo frito? Isso é comida para paciente em hemodiálise?”, denuncia vereador

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portalregiaooeste
abril30/ 2019

Depois da falta de médicos, medicamentos e insumos, agora, pacientes internados ou em tratamento no Hospital Municipal Antônio Giglio reclamam do cardápio considerado inadequado. Na segunda-feira, 29, munícipes que faziam hemodiálise receberam arroz e ovo frito no almoço.  A denúncia foi feita pelo vereador Tinha di Ferreira por meio de suas mídias sociais. “Paciente come arroz e ovo frito no Hospital Antônio Giglio com R$ 650 milhões no  orçamento para Saúde”.

O ovo é um dos alimentos mais ricos em nutrientes do grupo de proteína, no entanto, para o tratamento de quem tem insuficiência renal crônica, o controle de ingestão desses alimentos deve ser controlado e a forma mais saudável de ingestão é o ovo cozido e nunca frito.

No vídeo, o paciente diz frequentemente que o cardápio deixa a desejar, com exceção no período em que prefeito Rogério Lins (Podemos) transferiu seu gabinete para o Hospital e as refeições pareciam ter saído de um buffet de luxo.

Desde o final de fevereiro a responsável pelo gerenciamento do Hospital é a Organização Social Irmandade da Santa Casa de Pacaembu que foi contratada emergencialmente, pelo prazo de seis meses ao custo de R$ 51,4 milhões.

Antes, o Hospital era gerenciado pela Organização Social Instituto Social Saúde Resgate à Vida que acabou substituída depois de denúncias do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), sobre os constantes atrasos no pagamento dos salários dos médicos e a falta de vínculo empregatício dos profissionais que tinham apenas contrato verbal. Na época foi cogitada a paralisação dos serviços. Em meio à crise, o prefeito chegou a afirmar que não havia nenhum problema no Hospital, mesmo assim trocou de Organização.

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