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Alckmin dá a largada na corrida presidencial e se despede da região

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, fala à imprensa após audiência com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)
portalregiaooeste
março23/ 2018

Em sua última visita à região como governador, Geraldo Alckmin (PSDB) inaugurou e retomou as obras de alguns trechos do corredor oeste, entregou a segunda fase da reforma do Hospital Regional e anunciou a contratação de 340 servidores aprovados no concurso público da área da saúde.

 

Quem acompanhou a extensa agenda que incluiu eventos em Itapevi, Barueri, Carapicuíba e Osasco, notou que tudo estava muito bem ensaiado, enquanto os prefeitos das cidades visitadas e os deputados que fizeram parte da comitiva do governador se revezavam na defesa da pré-campanha do tucano à presidência, Alckmin fugia das polêmicas envolvendo seu vice Márcio França e manteve o já manjado discurso café com leite.

 

Alckmin deixa o governo no próximo dia 6 de abril, para disputar a presidência da república.  Quem ocupa seu lugar é o vice, Márcio França (PSB) que também já anunciou sua pré-candidatura para se manter governador até 2022.  Em sua passagem pela região, o tucano preferiu não falar sobre o assunto, porém é evidente que a decisão já começa a bagunçar o ninho, principalmente porque João Dória também quer o cargo e não vai poder usar a máquina pública do Estado.

 

Polêmicas à parte, durante toda a terça, as cidades visitadas foram transformadas em verdadeiros palanques com servidores públicos acompanhando os eventos em pleno horário de expediente e discursos recheados de promessas e pedidos para quem chamaram de “futuro presidente”.

 

Em Barueri, por exemplo, apesar de Rubens Furlan (PSDB) se comprometer em público com o projeto de Alckmin presidente, o que mais chamou a atenção foi a ausência de sua filha, a deputada federal tucana Bruna Furlan. Nos bastidores, a falta de Bruna dividiu opiniões. Enquanto alguns diziam que ela estaria “dando um tempo” para não tirar o brilho do último evento do governador, já que sua imagem estaria bastante arranhada por sua aproximação com o senador Aécio Neves, seu grande aliado, por ter votado duas vezes contra as investigações do presidente Michel Temer e, por fim depois de ter sido denunciada por possível compra votos. Outros diziam que a explicação para a ausência seria que Bruna já estaria de saída do ninho tucano para ingressar no PRB e, assim concorrer ao senado e tirar votos da sua adversária Marta Suplicy (MDB).

 

A verdade é que seu nome chegou a ser citado pelo governador que disse “que a filha puxou o pai”, mas ninguém explicou o motivo do não comparecimento ao evento despedida.

 

A agenda foi encerrada em Osasco com o anúncio da reforma do terminal de ônibus da Vila Yara e a esperança do prefeito Rogério Lins (PODEMOS). “Hoje o senhor inicia a obra como governador e vai inaugurá-la daqui a 14 meses como presidente”, acredita.

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