• Hoje é: segunda-feira, junho 24, 2019

Acusado de espancar cadelinha no Carrefour não é segurança

Foto: Reprodução
portalregiaooeste
dezembro07/ 2018

Desde o último dia 28, um assunto vem movimentando as mídias sociais e a opinião pública. O caso da cadelinha que foi espancada no estacionamento do hipermercado Carrefour e acabou morrendo. De acordo com testemunhas, as agressões partiram de um segurança do estabelecimento. Na tarde de quinta, 6, o suspeito se apresentou na delegacia do Meio Ambiente de Osasco que investiga o caso, ele confessou a agressão, negou envenenamento e diz estar arrependido. Agora, a história ganhou mais um capítulo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Vigilância (CNTV) apurou que o homem acusado do crime não é vigilante ou segurança da loja, mas um indivíduo contratado para realizar atividades de portaria, vinculado a uma empresa terceirizada.

A morte da cachorrinha vem ganhando grande repercussão. Na manhã do dia 28, o animal que foi espancado com uma barra de ferro, chegou a ser socorrido pelo Departamento de Zoonoses de Osasco, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu. Logo que o tema explodiu na internet, a Zoonoses que foi acionada para socorrer um cachorro atropelado na avenida dos Autonomistas, começou a receber diversas denúncias de que a cadela tinha sido espancada pelo segurança.

Depois de uma semana fora da cidade, o suspeito se apresentou à polícia e disse que quando golpeou a cachorrinha, não percebeu que havia a ferido, porém, quando notou o sangue, ligou para a Zoonoses do seu celular pessoal. Ele se diz arrependido, mas não escapou de ser indiciado, podendo pegar até um ano de cadeia, além de multa.

Após a repercussão do caso, diretores da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Vigilância (CNTV) estiveram na loja para apurar se, de fato, o crime teria sido praticado por um profissional da segurança privada.

De acordo Amaro Pereira diretor da CNTV e presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, o homem acusado do crime não é vigilante ou segurança da loja, mas um indivíduo contratado para realizar atividades de portaria, vinculado a uma empresa terceirizada.

As informações coletadas dizem que o homem trabalhava no Carrefour há apenas 20 dias e teria atendido ordens ilegais de superiores. “A formação do profissional da segurança privada obedece a um currículo fixado pela Polícia Federal que inclui, entre outras, matérias sobre noções de Direitos Humanos, gerenciamento de crise e noções de Direito”, diz.

Amaro destaca que o Carrefour utiliza na unidade de Osasco os serviços de apenas um vigilante por turno de trabalho, que realiza ronda motorizada no estacionamento da loja e que não teve nenhum envolvimento com o episódio. “O problema é que a sociedade não está preparada para distinguir. Temos a informação que depois desse episódio profissionais de segurança em diversas lojas passaram a ser hostilizados”, lamenta.

No caso do Carrefour Osasco, Amaro diz que os profissionais da segurança privada também se indignaram com o crime, repudiam todo tipo de violência e são solidários à causa animal.

big banner